quinta-feira, junho 15

Domingo à noite


Já não podemos ser quem de dia acreditávamos.

Embebidos pelo calor visto da janela,
emanando aos olhos
a força latente de todas as coisas.

Se ao menos saíssemos,
se ao menos falássemos,
ou agíssemos
antes do crepúsculo.

Deixe-me acender este cigarro e 
iluminar os sonhos.
Amanhã sabemos,
acordamos nas cinzas desta noite frívola.
Por agora nos regozijemos
na possibilidade de não despertar.

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