domingo, setembro 27

noturno

a cobiça arrebenta
o silêncio do meu peito.
nesta madrugada,
peço licença ao sono
pra te ver dormir.
as pálpebras guardam seus olhos
dessa verdade louca,
eu espreitando sua boca
pegando seus traços pra mim.
roubo o desenho do seu rosto
pra esboçar nele o contorno
do que me transbordava;
e hoje deságua em você
de olhos vedados.
meu presente embrulhado
por papéis infinitos
que debulho sem cansar.
e agradeço.
ao silêncio arrebentado,
ao sono interrompido,
à aurora anunciada
que seus olhos descortinam.

2 comentários:

caio disse...

adicionada

guru martins disse...

...muito
bonito!!