quarta-feira, dezembro 16


E se eu morrer amanhã?

Tenho pensado nisto toda vez que hesito. É absurdo e ao mesmo tempo completamente aceitável. Na possibilidade do que não espero se concretizar, realizo minhas pequenas reticências. Gastar com táxi para casa, comer o terceiro hambúrguer da semana. Dizer o amor.

Quando foi que me abstraí? Tantas interrogações me afastaram da resposta. O silêncio é a resposta, suspeito.

Se alguém te deixar no vácuo, contemple. Aí está a maior verdade que podem te dar. Poucas coisas falam mais do que uma pergunta sem resposta.

E se eu morrer amanhã? O que terei feito do hoje, esta entidade? 

E por não ter resposta, 
vivo.


Como se ontem tivesse morrido.


Um comentário:

Ricardo Elia disse...

Bravo! Quanto tempo eu não passava por aqui! Voltarei mais! Abandonei minha janela da caverna, agora tô no https://tudoeilha.wordpress.com/

Apareça por lá! Sempre bom te ler!

beijo,

Ricardo